Familiares de nove policiais que morreram em serviço receberam a honraria no grau ouro; outros 24 foram reconhecidos com o grau bronze.
Nove famílias receberam nesta terça-feira (3), em nome de quem não voltou para casa, a homenagem com que a Polícia Militar do Estado de São Paulo agradece a quem deu a vida pela população.
A solenidade de entrega da Medalha Cruz de Sangue foi realizada na manhã de hoje, no 2º Batalhão de Polícia de Choque, no bairro da Luz, região central da capital. Ao lado desses familiares, 24 policiais que se feriram em serviço também foram homenageados.
A honraria existe para lembrar que, por trás de cada farda, há alguém que escolheu correr riscos para proteger a sociedade. Ela reconhece policiais militares feridos por agressão injusta ou em ações de mérito e aqueles que morreram no exercício da função. Coragem, desprendimento e, sobretudo, a decisão voluntária de enfrentar o perigo são os valores que a medalha carrega.
A homenagem póstuma foi para os Sargentos da PMESP Rafael Vilodres Corrêa, Valdeci Bezerra da Silva, Marcos Aurélio de Castro, Marcelo Cosmo Silva dos Santos e Rahoney de Paula Vieira e para os Cabos PM Hudson Rudney Leme de Freitas Ferreira, Luiz Guilherme Crispim de Oliveira, Leonardo de Souza Pires e Welligton da Silva. Três deles eram bombeiros. As medalhas de ouro, grau reservado aos que perderam a vida, ficam agora com seus familiares, como símbolo de que a instituição não esquece o sacrifício de cada um.
Os 24 policiais agraciados com o grau bronze sentiram na pele o preço do trabalho: todos precisaram se afastar temporariamente por causa dos ferimentos sofridos em serviço. São Soldados, Cabos, Sargentos e um Major, de batalhões da capital, da Grande São Paulo e do interior, de unidades dos Bombeiros e de escolas da corporação. Um deles, o 3º Sargento PM Silas Bittencourt Martins, do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, foi homenageado novamente no mesmo grau, o que se marca com uma folha de carvalho na fita da medalha.
A cerimônia, que teve como anfitriã a Coronel PM Glauce Anselmo Cavalli, Comandante-Geral da Instituição, começou com honras militares e a Canção da PM. Depois da entrega das medalhas, o toque de silêncio ecoou em memória dos que partiram.
Medalha Cruz de Sangue
Criada em 1998 pelo então governador Mário Covas, a Cruz de Sangue só é concedida depois que uma comissão presidida pelo Subcomandante da PM analisa cada caso e as circunstâncias do ato de bravura. Para a Polícia Militar, a medalha eterniza a dedicação de quem arrisca a vida pela segurança dos paulistas, enche de orgulho a corporação e mostra às próximas gerações de policiais o tamanho do compromisso que assumem com a sociedade.
COMUNICAÇÃO SOCIAL PMESP