A Polícia Federal (PF) registrou 86 casos de possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25). De acordo com o balanço final, divulgado nesta segunda-feira, 74 pessoas foram conduzidas às unidades da corporação para os procedimentos legais.
A PF abriu 13 inquéritos e lavrou 64 termos circunstanciados de ocorrência, o registro usado para infrações de menor gravidade. Seis flagrantes seguem sob análise.
A violação, ou tentativa de violação, do sigilo do voto foi o crime mais frequente, com 38 casos. Depois vieram 24 casos de propaganda irregular, oito de desordem nos trabalhos eleitorais e seis de desobediência. Houve ainda danos a urnas eletrônicas e suspeitas de votação em nome de outra pessoa.
As ocorrências se espalharam por 21 estados. A Paraíba teve o maior número, com 11, seguida por Minas Gerais, com nove, e Sergipe, com oito.
No domingo, foram apreendidos pouco mais de R$ 41 mil em bens e valores. Desse total, em torno de R$ 4 mil em dinheiro, além de celulares e equipamentos de informática e de som.
O resultado ficou bem abaixo do primeiro turno, quando 204 pessoas foram conduzidas e R$ 2,8 milhões em dinheiro vivo foram apreendidos.
Considerando todo o ano, a PF abriu 1.629 inquéritos sobre crimes eleitorais e deflagrou 98 operações. Os bens e valores apreendidos desde janeiro somam quase R$ 52 milhões, dos quais R$ 31,8 milhões em dinheiro vivo.
A corporação também acompanha outros 104 inquéritos por violência política contra a mulher.